Empreendedor por vocação ou necessidade?

 A algum tempo eu vinha sido tomado pela grande curiosidade: quantos empreendedores investem esforços em abrir algo próprio por amor ao empreendedorismo e quantos o fazem por necessidade? Assim chamados, empreendedores por vocação ou por necessidade.

 Este é um questionamento de grande proporção, pois a necessidade e o desgosto também levam à vontade de ter um negócio próprio assim como a vocação e o perfil empreendedor. Este dia 8 de abril comparecerei a Feira do Empreendedor promovida pelo SEBRAE, destinada aos empresários e futuros empresários, o que me levou a ter novamente este questionamento.

 Se você acompanha estes tempos de crise e a repercussão na mídia certamente ouviu falar do termo “desempregados por desalento.

 

DESEMPREGADOS POR DESALENTO?   

 Pessoas decepcionadas por não encontrar no mercado recolocação dentro da sua área ou por ter estudado, se graduado, pós-graduado e não ver o resultado justo do seu esforço. Estas pessoas criam aversão ao mercado e se mantêm desempregadas por frustração com a situação atual.

 Este quadro comum a todos nós também cria um novo tipo de empreendedor, se esforçando em ter algo próprio por não desejar o mercado de trabalho convencional, o empreendedor por desalento. Não satisfeito com o retorno que as propostas de trabalho oferecem este perfil busca na abertura de uma nova empresa a satisfação que não encontra no ambiente de trabalho normal.

 Um dos principais pontos destacados pelas pessoas que se dizem insatisfeitas com o trabalho em empresa é a falta de reconhecimento, falta de valorização, chefias absurdamente despreparadas, solicitações de trabalho com prazos irracionais e metas inatingíveis.

 Nunca ouvi notícias sobre isto na mídia, mas pelo trabalho desenvolvido no projeto Assédio Moral, se tornou evidente que muitos empreendem para não ter que ter Chefe, por CHEFEFOBIA. Basta uma curta conversa com empresários de empresas nascentes e você poderá escutar: “Cansei de ter chefe”; “Quero ser meu próprio patrão”; “Não aguentava mais, queria algo meu”; “Não quero trabalhar para os outros”.

 A necessidade força o indivíduo a ampliar sua visão e empreender em áreas às vezes desconhecidas pela enorme frustração com situações vivenciadas no serviço e pelo não-reconhecimento na carreira escolhida.

 Você com certeza já ouviu alguém que pensa em abrir empresa ou já abriu algum negócio próprio com o pensamento de não ter mais chefe. Compartilhe sua opinião conosco. Entre em contato pelo email: contatoassediomoral@gmail.com e/ou redes sociais.

 O site assédio moral está em construção, é colaborativo, e se você têm sugestões de funcionalidades para o site, serão muito bem vindas.

 




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